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Meta 2 de Segurança do Paciente Comunicação Efetiva

Foto do escritor: Jhonatan Chaves
Jhonatan Chaves
21 de abr.
3 min de leitura

Por Jhonatan Chaves


A Meta 2 das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, estabelecida e alinhada à Organização Mundial da Saúde tem como objetivo melhorar a comunicação entre profissionais de saúde, garantindo que informações críticas sejam transmitidas de forma clara, completa e oportuna.


  1. Fundamentação e Importância 

Falhas de comunicação estão entre as principais causas de eventos adversos, sendo responsáveis por: 

  • Erros de medicação;

  • Eventos cirúrgicos;

  • Atrasos em diagnósticos;

  • Condutas inadequadas.

A comunicação eficaz é considerada uma barreira crítica de segurança, especialmente em ambientes complexos como unidades de internação, UTI e emergência.  


  1. Princípios da Comunicação Segura

A comunicação deve ser:  

  • Clara;

  • Completa;

  • Oportuna;

  • Padronizada;

  • Confirmada;

 

Elementos essenciais: 

  • Identificação do emissor e receptor;

  • Mensagem objetiva;

  • Confirmação de entendimento (read-back); 

 


  1. Momentos Críticos de Comunicação


  1. Passagem de plantão;

  2. Comunicação de resultados críticos;

  3. Prescrições verbais ou telefônicas;

  4. Transferência de pacientes;

  5. Situações de urgência/emergência. 

 

  1. Protocolos Operacionais Padronizados (POP) 


    4.1. Comunicação de Resultados Críticos 


Etapas obrigatórias: 

  1. Identificar paciente corretamente;

  2. Comunicar resultado imediatamente;

  3. Registrar horário e profissional;

  4. Realizar read-back (repetição da informação);

  5. Documentar no prontuário; 

 

4.2. Prescrição Verbal ou Telefônica

Regras de segurança:

  • Deve ser evitada sempre que possível 

  • Quando necessária: 

Escrever imediatamente;

Repetir integralmente (read-back); 

Confirmar com o prescritor.



4.3. Passagem de Plantão Padronizada (SBAR) 

Utiliza-se a ferramenta SBAR:

  • S (Situation) – Situação atual 

  • B (Background) – Histórico clínico 

  • A (Assessment) – Avaliação 

  • R (Recommendation) – Recomendação 

 

  1. Análise de Risco 

A falha na comunicação pode ser analisada utilizando ferramentas da qualidade: 

  • Diagrama de Ishikawa (causa-raiz).  

  • Análise de Modo e Efeito de Falha (FMEA). 


Principais fatores de risco: 

  • Comunicação informal;

  • Interrupções frequentes;

  • Falta de padronização;

  • Sobrecarga da equipe.

 

  1. Estratégias de Mitigação 

  2. Implantação do SBAR institucional 

  3. Treinamento contínuo das equipes 

  4. Protocolos para resultados críticos 

  5. Cultura de segurança (sem punição) 

  6. Uso de prontuário eletrônico integrado. 

  1. Aplicação em Contextos Específicos 

Unidades críticas (UTI/emergência)  

  • Comunicação estruturada obrigatória 

  • Tempo reduzido para resposta 


Ambiente cirúrgico  

  • Uso de checklist (ex: pausa de segurança) 


Transições de cuidado 

Transferências com checklist padronizado 


  1. Impacto na Segurança do Paciente 

A comunicação efetiva contribui para: 

  1. Redução de eventos adversos;

  2. Melhoria da continuidade do cuidado;

  3. Diminuição de retrabalho;

  4. Redução de custos assistenciais.


Além disso, a comunicação efetiva fortalece a cultura organizacional de segurança, promovendo integração entre equipes e maior confiabilidade nos processos assistenciais.


Como você pode notar, a Meta 2 é essencial para garantir a continuidade segura do cuidado. Sem uma comunicação clara, padronizada e confirmada, há risco direto de falhas assistenciais, retrabalho e eventos adversos. Sua implementação eficaz depende de padronização dos fluxos de comunicação, uso de ferramentas estruturadas como SBAR, monitoramento contínuo e engajamento multiprofissional.


E na sua Instituição, a comunicação entre equipes é realmente segura, padronizada e eficaz em todos os momentos críticos do cuidado?


Se você reconhece a importância da comunicação para a segurança do paciente, mas precisa de suporte para estruturar processos e treinar sua equipe, entre em contato conosco e conheça nossas soluções personalizadas para o seu momento. 

 


Referências Bibliográficas 

 

  • WORLD HEALTH ORGANIZATION. Patient safety solutions: solution 3 – communication during patient hand-overs. Geneva: WHO, 2007. 

  • REASON, James. Human error. Cambridge: Cambridge University Press, 1990. 

  • WACHTER, Robert M. Understanding patient safety. 3. ed. New York: McGraw-Hill, 2017. 

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de comunicação efetiva. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.  

  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: ANVISA, 2014. 

  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 jul. 2013. 

 

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