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Meta 1 de Segurança do Paciente Identificação Correta do Paciente

Foto do escritor: Jhonatan Chaves
Jhonatan Chaves
15 de abr.
3 min de leitura

Por Jhonatan Chaves


A Meta 1 das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, estabelecidas pela Joint Commission Internacional e alinhadas à Organização Mundial da Saúde, tem como objetivo garantir que cada paciente receba o cuidado correto, no momento certo, sem erros de identificação.  


  1. Fundamentação e Importância 

Erros de identificação estão entre as falhas mais frequentes e potencialmente graves na assistência em saúde. Esses erros podem resultar em: 

  • Administração de medicamentos incorretos;  

  • Realização de procedimentos em pacientes errados;  

  • Troca de exames ou resultados;  

  • Eventos adversos graves e até óbito  

A identificação correta é considerada um evento crítico de barreira primária, ou seja, sua falha permite que erros subsequentes aconteçam. 

  1. Princípios da Identificação Segura 

A prática segura exige o uso de no mínimo dois identificadores distintos, sendo proibido o uso do número do leito como identificador: 

Identificadores recomendados: 

  • Nome completo do paciente;  

  • Data de nascimento; 

  • Número de prontuário;  

  • CPF (quando aplicável). 

 

Nunca utilizar: 

  • Número do leito;  

  • Diagnóstico; 

  • Características físicas isoladas; 

 


  1. Momentos Críticos para Identificação 

A checagem da identidade deve ocorrer obrigatoriamente em: 

  1. Administração de medicamentos;  

  2. Coleta de exames laboratoriais;  

  3. Transfusões sanguíneas;  

  4. Realização de procedimentos (cirúrgicos ou não);  

  5. Transferências internas ou externas. 

 

  1. Protocolos Operacionais Padronizados (POP) 


  2. Processo de Identificação 


Etapas obrigatórias: 

  1. Solicitar que o paciente diga seu nome completo (quando possível);  

  2. Conferir pulseira de identificação;  

  3. Validar com prontuário ou sistema eletrônico;  

  4. Confirmar os dois identificadores; 

 

  1. Uso de Pulseiras 

  2. Devem ser legíveis, resistentes e atualizadas  

  3. Contendo no mínimo:  

  4. Nome completo.  

  5. Data de nascimento.  

  6. Número de registro. 

 

Padronização de cores (quando aplicável): 

  • Vermelha: alergias;  

  • Amarela: risco de queda;  

  • Roxa: cuidados paliativos (varia por instituição); 

 

  1. Análise de Risco 

A falha na identificação pode ser analisada utilizando ferramentas da qualidade: 

  • Diagrama de Ishikawa (causa-raiz).  

  • Análise de Modo e Efeito de Falha (FMEA).  

  • Ciclo PDCA.  


Principais fatores de risco: 

  • Ausência de pulseira;  

  • Falha na comunicação da equipe;  

  • Sobrecarga de trabalho;  

  • Pacientes inconscientes ou pediátricos. 

 

  1. Estratégias de Mitigação 

  2. Implantação de protocolos institucionais obrigatórios;  

  3. Treinamento contínuo da equipe;  

  4. Uso de tecnologia (código de barras, RFID); 

  5. Cultura de segurança (sem punição, foco em melhoria);  

  6. Envolvimento do paciente na confirmação da identidade. 

  1. Aplicação em Contextos Específicos 

Pacientes inconscientes ou sedados 

Uso obrigatório de pulseira + conferência em prontuário 


Pediatria 

Identificação dupla (criança + responsável) 


Emergência 

Identificação provisória padronizada até confirmação oficial 

 

  1. Impacto na Segurança do Paciente 

A correta identificação reduz significativamente:

  1. Eventos adversos evitáveis  

  2. Custos hospitalares  

  3. Tempo de internação  

  4. Processos judiciais  


Além disso, fortalece a cultura organizacional de segurança. 

 

Como você pode notar, a Meta 1 é a base de todas as demais metas de segurança.

Sem identificação correta, nenhuma etapa do cuidado pode ser considerada segura.

Sua implementação eficaz depende de padronização rigorosa, monitoramento contínuo, engajamento multiprofissional.


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Referências Bibliográficas 

 

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Patient safety solutions: solution 2 – patient identification. Geneva: WHO, 2007. 

JOINT COMMISSION INTERNATIONAL. International patient safety goals (IPSG). Oak Brook: Joint Commission International. 

THE JOINT COMMISSION. National patient safety goals. Oak Brook: The Joint Commission, [ano mais recente]. Disponível em: https://www.jointcommission.org. Acesso em: 13 abr. 2026. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de identificação do paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: ANVISA, 2014. 

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 jul. 2013. 

INSTITUTE FOR HEALTHCARE IMPROVEMENT. Patient identification. Boston: IHI, [s.d.]. Disponível em: http://www.ihi.org. Acesso em: 13 abr. 2026. 

 

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