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Abril pela Segurança do Paciente: Entendendo o Compromisso Permanente com a Vida

Foto do escritor: Jhonatan Chaves
Jhonatan Chaves
8 de abr.
3 min de leitura

Por Jhonatan Chaves


O mês de abril veste a cor laranja na saúde brasileira. O Abril pela Segurança do Paciente é um movimento nacional dedicado a conscientizar profissionais, gestores e a própria sociedade sobre a necessidade de mitigar riscos e reduzir a incidência de eventos adversos na assistência à saúde.


O tema proposto pelo Ministério da Saúde para pautar estas campanhas — "Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS" não é apenas um lema inspirador, mas uma diretriz técnica profunda. Na Harbor Solutions, onde guiamos instituições em jornadas de Qualidade e Segurança do Paciente, sabemos que esse compromisso público molda e eleva a régua de todo o ecossistema de saúde brasileiro, seja ele público ou privado.

Mas o que esse tema realmente significa na prática?


O Marco Histórico: Por que Abril?

O mês de abril foi escolhido em alusão à publicação da Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013, que instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) no Brasil. O objetivo do programa é claro: contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos do território nacional, promovendo uma assistência segura e a melhoria contínua dos processos.


Desdobrando o Tema do Ministério da Saúde

O tema escolhido pode ser dividido em três pilares fundamentais que orientam a gestão da qualidade:

  1. Qualidade e Segurança como Indissociáveis: Não existe assistência de qualidade se ela não for segura. A qualidade abrange a eficácia e a centralidade no paciente, mas a segurança é a base.

  2. Vidas Protegidas: O foco final de qualquer protocolo ou certificação não é o papel ou o selo na parede, mas o indivíduo. Proteger vidas significa implementar barreiras sistêmicas para evitar que falhas humanas inevitáveis atinjam o paciente.

  3. Compromisso Permanente: A segurança não é sazonal. Metodologias internacionais de acreditação, exigem que a qualidade seja uma engrenagem contínua o famoso ciclo de PDCA e não apenas um esforço pontual para o dia da auditoria.


Como o "Compromisso Permanente" ganha vida nas instituições?

Para que o conceito saia do papel, o SUS e os órgãos internacionais de saúde preconizam a adoção de protocolos básicos. Se a sua instituição busca excelência ou está se preparando para uma certificação, estes são os seis passos iniciais inegociáveis:


  • Meta 1 - Identificação Correta: Garantir que o paciente certo receba o tratamento certo (uso de pulseiras com no mínimo dois identificadores).


  • Meta 2 - Comunicação Efetiva: Padronizar a transição de cuidados e repasses de plantão, evitando perda de informações clínicas vitais.


  • Meta 3 - Medicamentos Seguros: Reduzir erros na prescrição, dispensação e administração, com atenção redobrada aos medicamentos de alta vigilância.


  • Meta 4 - Cirurgia Segura: Checklists rigorosos (antes da anestesia, antes da incisão e antes de o paciente sair da sala) para garantir o local certo, o procedimento certo e o paciente certo.


  • Meta 5 - Higienização das Mãos: A medida mais simples e eficaz para a prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS).


  • Meta 6 - Prevenção de Quedas e Lesões por Pressão: Avaliação contínua do risco do paciente e adoção de medidas preventivas no leito.


Acreditamos que a certificação de qualidade é a consequência natural de um processo bem estruturado. Quando uma instituição internaliza as diretrizes do Ministério da Saúde e foca no "compromisso permanente", os requisitos de normas complexas deixam de ser um fardo e passam a ser o modo natural de operar.

 

Celebrar o Abril pela Segurança do Paciente é reforçar a Cultura Justa um ambiente onde o erro é visto como uma oportunidade de melhorar o sistema, e não como motivo para punição isolada. Seja no SUS ou na rede suplementar, proteger vidas exige ciência, gestão e, acima de tudo, compromisso.


Sua instituição está pronta para transformar esse compromisso em cultura consolidada?

 


Referências Bibliográficas

 

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 529, de 1º de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2 abr. 2013.

  • BRASIL. Ministério da Saúde / ANVISA. Documento de Referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

  • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Patient Safety Solutions. Metas Internacionais de Segurança do Paciente. Genebra: OMS, 2007.

  • ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual Brasileiro de Acreditação: Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde. São Paulo: ONA. (Referência metodológica para gestão da qualidade).

 

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