Meta 6 de Segurança do Paciente Redução do Risco de Quedas e Lesões por Pressão

Por Jhonatan Chaves
A Meta 6 das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, estabelecida pela Organizaçáo Mundial da Saúde tem como objetivo reduzir o risco de danos ao paciente decorrentes de quedas e lesões por pressão, por meio da identificação precoce de riscos e implementação de medidas preventivas eficazes.
Fundamentação e Importância
Quedas e lesões por pressão estão entre os eventos adversos mais frequentes na assistência em saúde, podendo resultar em:
Fraturas
Traumatismos
Aumento do tempo de internação
Infecções secundárias
Elevação da morbimortalidade
Esses eventos são, em grande parte, evitáveis com intervenções sistematizadas.
Princípios da Prevenção
A prevenção baseia-se em:
Avaliação sistemática de risco
Implementação de medidas preventivas
Monitoramento contínuo
Engajamento da equipe multiprofissional

Avaliação de Risco
Conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde:
3.1. Risco de Queda
Utilização de escalas validadas, como:
Escala de Morse
Escala de Hendrich II
Principais fatores de risco:
Idade avançada
Uso de medicamentos sedativos
Déficit de mobilidade
Alterações cognitivas
3.2. Risco de Lesão por Pressão
Utilização de escalas como:
Escala de Braden
Fatores de risco:
Imobilidade
Umidade
Nutrição inadequada
Perfusão comprometida
Protocolos Operacionais Padronizados (POP)
4.1. Prevenção de Quedas
Medidas obrigatórias:
Identificação do paciente de risco
Uso de pulseira sinalizadora
Manter grades elevadas (quando indicado)
Campainha ao alcance
Ambiente seguro (iluminação, piso seco)
Orientação ao paciente e familiares
4.2. Prevenção de Lesões por Pressão
Medidas obrigatórias:
Mudança de decúbito a cada 2 horas
Uso de superfícies especiais (colchões)
Hidratação da pele
Avaliação diária da integridade cutânea
Controle de umidade
4.3. Plano de Cuidados Individualizado
Baseado na avaliação de risco
Revisado diariamente
Registrado em prontuário

Análise de Risco
Ferramentas aplicáveis:
FMEA
Diagrama de Ishikawa
Análise de causa raiz
Principais causas de falha:
Ausência de avaliação de risco
Falta de adesão às medidas preventivas
Comunicação inadequada
Sobrecarga da equipe
Falta de treinamento
Estratégias de Mitigação
Implantação de protocolos institucionais
Treinamento contínuo
Auditorias periódicas
Sinalização visual de risco
Envolvimento do paciente e família
Cultura de segurança
7. Aplicação em Contextos Específicos
Unidades críticas (UTI/emergência)
Alto risco → monitoramento intensivo
Idosos
Maior vulnerabilidade → atenção redobrada
Pediatria
Adaptação das medidas preventivas
8. Impacto na Segurança do Paciente
A implementação eficaz da Meta 6 resulta em:
Redução de eventos adversos
Melhoria da qualidade assistencial
Redução de custos
Maior segurança e confiança
A Meta 6 reforça a importância do cuidado preventivo e sistematizado.
Sem avaliação de risco e medidas adequadas, o paciente fica exposto a eventos evitáveis com alto impacto clínico.
Sua implementação eficaz depende de:
Avaliação contínua
Protocolos bem definidos
Engajamento multiprofissional
Monitoramento por indicadores
E na sua Instituição, os riscos de quedas e lesões por pressão são avaliados de forma sistemática e acompanhados diariamente?
As medidas preventivas são realmente aplicadas ou apenas registradas?
Se você busca reduzir eventos adversos e melhorar seus indicadores assistenciais, entre em contato e conheça soluções personalizadas para o seu momento.
Referências Bibliográficas
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on falls prevention in older age. Geneva: WHO, 2007.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de prevenção de quedas. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo para prevenção de úlcera por pressão. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Brasília: ANVISA, 2017.




Comentários