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Meta 6 de Segurança do Paciente Redução do Risco de Quedas e Lesões por Pressão

Foto do escritor: Jhonatan Chaves
Jhonatan Chaves
30 de abr.
2 min de leitura

Por Jhonatan Chaves


A Meta 6 das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, estabelecida pela Organizaçáo Mundial da Saúde tem como objetivo reduzir o risco de danos ao paciente decorrentes de quedas e lesões por pressão, por meio da identificação precoce de riscos e implementação de medidas preventivas eficazes.


  1. Fundamentação e Importância 

Quedas e lesões por pressão estão entre os eventos adversos mais frequentes na assistência em saúde, podendo resultar em:

  • Fraturas

  • Traumatismos

  • Aumento do tempo de internação

  • Infecções secundárias

  • Elevação da morbimortalidade

Esses eventos são, em grande parte, evitáveis com intervenções sistematizadas.


  1. Princípios da Prevenção

A prevenção baseia-se em:

  • Avaliação sistemática de risco

  • Implementação de medidas preventivas

  • Monitoramento contínuo

  • Engajamento da equipe multiprofissional


  1. Avaliação de Risco

Conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde:


3.1. Risco de Queda

Utilização de escalas validadas, como:

  • Escala de Morse

  • Escala de Hendrich II

 Principais fatores de risco:

  • Idade avançada

  • Uso de medicamentos sedativos

  • Déficit de mobilidade

  • Alterações cognitivas


3.2. Risco de Lesão por Pressão

Utilização de escalas como:

  • Escala de Braden

Fatores de risco:

  • Imobilidade

  • Umidade

  • Nutrição inadequada

  • Perfusão comprometida


  1. Protocolos Operacionais Padronizados (POP) 


    4.1. Prevenção de Quedas

    Medidas obrigatórias:

    • Identificação do paciente de risco

    • Uso de pulseira sinalizadora

    • Manter grades elevadas (quando indicado)

    • Campainha ao alcance

    • Ambiente seguro (iluminação, piso seco)

    • Orientação ao paciente e familiares


4.2. Prevenção de Lesões por Pressão

Medidas obrigatórias:

  • Mudança de decúbito a cada 2 horas

  • Uso de superfícies especiais (colchões)

  • Hidratação da pele

  • Avaliação diária da integridade cutânea

  • Controle de umidade


4.3. Plano de Cuidados Individualizado

  • Baseado na avaliação de risco

  • Revisado diariamente

  • Registrado em prontuário



  1. Análise de Risco

    Ferramentas aplicáveis:

    • FMEA

    • Diagrama de Ishikawa

    • Análise de causa raiz


      Principais causas de falha:

    • Ausência de avaliação de risco

    • Falta de adesão às medidas preventivas

    • Comunicação inadequada

    • Sobrecarga da equipe

    • Falta de treinamento


  2. Estratégias de Mitigação


  • Implantação de protocolos institucionais

  • Treinamento contínuo

  • Auditorias periódicas

  • Sinalização visual de risco

  • Envolvimento do paciente e família

  • Cultura de segurança


7. Aplicação em Contextos Específicos

Unidades críticas (UTI/emergência)

  • Alto risco → monitoramento intensivo

Idosos

  • Maior vulnerabilidade → atenção redobrada

Pediatria

  • Adaptação das medidas preventivas


8. Impacto na Segurança do Paciente

A implementação eficaz da Meta 6 resulta em:

  • Redução de eventos adversos

  • Melhoria da qualidade assistencial

  • Redução de custos

  • Maior segurança e confiança

A Meta 6 reforça a importância do cuidado preventivo e sistematizado.


Sem avaliação de risco e medidas adequadas, o paciente fica exposto a eventos evitáveis com alto impacto clínico.


Sua implementação eficaz depende de:

  • Avaliação contínua

  • Protocolos bem definidos

  • Engajamento multiprofissional

  • Monitoramento por indicadores

 

E na sua Instituição, os riscos de quedas e lesões por pressão são avaliados de forma sistemática e acompanhados diariamente?


As medidas preventivas são realmente aplicadas ou apenas registradas?


Se você busca reduzir eventos adversos e melhorar seus indicadores assistenciais, entre em contato e conheça soluções personalizadas para o seu momento.




Referências Bibliográficas 

 

  • WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO global report on falls prevention in older age. Geneva: WHO, 2007.

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de prevenção de quedas. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo para prevenção de úlcera por pressão. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Brasília: ANVISA, 2017.


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